Faixa a faixa

1. Pimbaíba do Catiribó - Marcelo Berzotti e Ricardo Vignini
Virada de 1999 /2000, na cidade de Carrancas/MG sob a enchente que devastou o Sul de Minas, Marcelo escreveu a letra inspirada na cidade - dando o nome fictício de Pimbaíba do Catiribó - e Ricardo fez  a música. O CD já estava sendo gravado quando foi composta e escolhida como a música de trabalho.

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2. Milhar na cabeça - Ricardo Vignini
A melodia começou a ser composta em 97, quando Ricardo conheceu a praia de Costa Dourada (BA). O embrião dela ficou engavetado até 98. A letra surgiu ao ouvir uma conversa no boteco sobre o jogo do bicho. Esta música cita todos os bichos do jogo, exceto o porco que fica subentendido na frase "chafurdando aqui na lama"

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3. Falando com o Povo - Marcelo Berzotti
Viajando pelo interior de São Paulo Marcelo encontra inspiração nas pessoas simples. Ela é dedicada aos músicos que viajam levando sua arte mundo afora.

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4. Sábios Jetsons - Marcelo Berzotti
Havia muita expectativa com a chegada do ano 2000. Profecias de Nostradamus, último eclipse do século, prenúncios do fim do mundo e se "o mundo acabou, só eu que não vi..." O MP3 sacode a indústria fonográfica, o futuro chegou.

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5. Devoção - Marcelo Berzotti, Ricardo Vignini e Paola Pelosini
Num belo dia, Marcelo fascinado pelo vale da cidade de Altinópolis (SP) compôs a melodia, lá mesmo no morro. De repente, saiu do meio do mato um velho pedindo fumo - qualquer semelhança com o Curupira é mera coincidência. Ricardo ao ouvir a melodia pela primeira vez, sentiu uma forte relação com fé, fez a letra. O toque do começo foi inspirado nas Folias-de-Reis e nossa amiga jornalista, Paola Pelosini, compôs o refrão. 

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6. Contramão - Ricardo Vignini e Marinéa Mochizuki
Composta a partir de frases anotadas por Ricardo em conversa filosófica com Marinéa, sobre a clonagem de seres humanos e do visionário Aldous Huxley e seu Admirável Mundo Novo.

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7. * De papo pro á - Olegário Mariano e Joubert de Carvalho
Olegário Mariano (Olegário Mariano Carneiro da Cunha) - (24.3.1889 - 28.11.1958)
Poeta, nascido em Recife (PE), mudou para o Rio de Janeiro aos oito anos. Publicou seu primeiro livro de versos aos 12 anos, iniciando obra volumosa em que se destacavam XII Sonetos (1912), Água corrente (1917) e Últimas cigarras (1920). Em 1926 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1929 Joubert de Carvalho lhe mostrou as melodias para dois poemas seus, o Cai, cai, balão e Tutu marambá, gravadas pôr Gastão Formenti, dando início a uma parceria de 24 composições.

Joubert de Carvalho (Joubert Gontijo de Carvalho) - (6.3.1900 - 20.9.1977)
Compositor e médico, nascido em Uberaba (MG), tinha nove anos quando o pai comprou um piano, em que passou a tocar, de ouvido, os dobrados que ouvia na banda local. Em 1913 mudou para São Paulo com a família, data de sua primeira composição, a valsa Cruz vermelha, inspirada no hospital infantil do mesmo nome. O relativo sucesso alcançado pela música, animou-o a compor diversas outras peças. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, nesta época bastante influenciado pelos ritmos estrangeiros, publicou diversos tangos. Sua parceria com Olegário Mariano, começou em 1928. A novata Carmem Miranda foi a responsável pelo estrondoso sucesso de Taí, alcançando a vendagem de 36.000 discos. Em 1931 o grande sucesso do cateretê De papo pro á (c/Olegário). Autor de inúmeros sucessos e uma extensa obra.

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8. Pra você - Ricardo Vignini e Marcelo Berzotti
Primeira parceria em 92, Ricardo fez a música e Marcelo a letra desta balada romântica, que já foi executada com arranjos diferentes em outros trabalhos ao longo destes anos.

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9. De volta à cidade - Alex Mathias e Ricardo Vignini
Nasceu de um toque de viola que o Ricardo passou p/guitarra na época do Cheap Tequila e voltou ao instrumento de origem com o Matuto Moderno. A letra é do Alex, feita quando sua mulher passava uma temporada nos EUA.

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10. Martinha e o Diabo loiro - Ricardo Vignini
Foi sua composição mais rápida, feita na metade do trajeto do ônibus, voltando da escola onde leciona, com 39° de febre. Releu e revisou na manhã do dia seguinte. Conta a saga de várias "Martinhas" que existem pelo Brasil e no mundo.

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11. Mané de mané mesmo - Marcelo Berzotti
Por conta de uns "causos" entre dois caboclos na porta de um bar, lá pras bandas de Cajuru (SP), nasceu a história de Mané que foi iludido pelo dinheiro fácil.

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12. Bojo elétrico - Ricardo Vignini
Esta música mistura vários elementos e timbres. É a que define melhor a proposta do Matuto Moderno, por isso foi escolhida como título do disco.

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13. * Rio de lágrimas - Tião Carreiro, Lourival dos Santos, Piraci
Tião Carreiro e Pardinho.
Dupla sertaneja formada por José Dias Nunes (Tião Carreiro) - (1934 - 1993) e Antonio Henrique de Lima (Pardinho) - (1932). Tião Carreiro sempre cantou em dupla, inicialmente com o nome de Zezinho (com Lenço verde), depois como Palmeirinha (com Coqueirinho) e mais tarde como Zé Mineiro (com Tietezinho), completando quatro anos de carreira. Pardinho começou cantando com Miranda (Estevão Valério de Miranda) e depois formou uma dupla provisória com Zé Carreiro, da dupla Zé Carreiro e Carreirinho, para concorrer ao Torneio de Violeiros (1956) da Rádio Tupi de São Paulo SP. Premiada com o cururu Canoeiro (Zé Carreiro) que a dupla gravou com a Columbia. Teddy Vieira, diretor do setor sertanejo da Columbia, procurando um nome que substituísse o famoso Zé Carreiro, deu a Zé Mineiro (José dias Nunes) o pseudônimo de Tião Carreiro, que formou a dupla com Carreirinho, fazendo diversas gravações. Mais tarde Tião Carreiro e Pardinho formaram a dupla, uma vez que Zé Carreiro e Carreirinho voltaram a atuar juntos. A dupla obteve muito sucesso, mas foi no LP A força do Sertão que a dupla efetivamente se consagrou no gênero, com a música de Piraci, Lourival dos Santos e Tião Carreiro Rio de lágrimas, também conhecida como Rio de Piracicaba. Em 1996 Tião Carreiro foi homenageado num disco tributo. Saudades de tião Carreiro (selo Continental), com músicas suas interpretadas pôr Sérgio Reis, Zezé di Camargo e Luciano, Irmãos Galvão, Almir Sater, Chitãozinho e Xororó e outros.

Lourival dos Santos - (11.8.1917 - 19.5.1997).
Nascido em Guaratinguetá (SP), aos 12 anos já manifestava seus dons fazendo quadrinhas improvisadas nas folias-de-reis. Mudou-se para São Paulo em 1933. Sua primeira composição data de 1932, só foi gravada anos depois por Zé Pagão e Faustino na Albatroz do Rio de Janeiro (RJ). Tornou-se amigo da dupla Palmeira e Piraci que estreava na Rádio São Paulo em 1941 e passou a escrever para a dupla. Compôs uma lista de sucessos na música sertaneja, em 1959, começou a compor para a Tião Carreiro e Pardinho. Parceiro de Rio de lágrimas, um dos grandes sucessos da dupla. Conta com mais de 800 músicas gravadas por quase todos os artistas do gênero sertanejo.

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14. Carma que eu tô carmo - Luciene Belebone
Numa roda de cantoria, no interior de São Paulo, Marcelo conheceu Luciene Belebone tocando a música e teve a idéia de gravar. Letra de uma só frase que virou "expressão" utilizada pelos que a conhecem quando há algum estressado por perto: - "Carma que eu tô carmo!"

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Bojo Elétrico
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Tradição, inovação e piração
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Músicas cifradas do CD Bojo Elétrico

Batucando com o Matuto
O pessoal da cozinha do Matuto preparou umas páginas mostrando os "truques rítmicos usados no CD Bojo Elétrico, confira nos links abaixo.

Percussão total - 53Kb
Por Mingo Jacob
Transcrições para bateria
Por Ivo Júnior

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Fotos de Rita Perran, Ulisses Matandos, Tatyana Alves, LFRabatone e Beto Mourão.